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Hoje é o dia dos namorados. Então, um dia ideal para que vocês, os casais de namorados, reflitam e avaliem-se no que estão fazendo.
Eu sei que a palavra namoro incomoda muita gente religiosa. Alguns dizem: “Não existe namoro na Bíblia”. Engraçado, será que essas pessoas também não perceberam que na Bíblia também não existe televisão, internet, coca-cola, futebol e tantas outras coisas que gostamos e praticamos?
Namorar não é pecado. Mas, é bem verdade que, infelizmente, muitos cristão, estão pecando enquanto namoram, porque estão fazendo da forma errada, descumprindo princípios da Palavra de Deus.
No livro “Eu Disse Adeus ao Namoro”, o autor, Joshua Harris, usou uma história para ilustrar o que pode acontecer numa amizade entre homem e mulher. Nela, o “recheio” era o namoro, mas a usarei para simbolizar uma outra situação, modificando inclusive o significado do “recheio”.
Leia-a:
“Certo dia, um menino desfrutava de um pirulito e se perguntou: Quantas vezes eu preciso lambê-lo até alcançar o seu recheio?
Confuso, curioso e inquieto, o garoto pegou um pirulito semelhante e o levou até um amigo seu e perguntou-lhe: Quantas lambidas precisam ser dadas até chegar ao recheio que se encontra no meio dele?
Seu amigo, estranhando a pergunta e sem levá-la a sério, começou a pensar e de repente, para não magoá-lo, teve uma idéia, pegou aquele pirulito, tirou a embalagem do mesmo e começou a lambê-lo.
Lambeu a primeira vez, a segunda, a terceira e impaciente, desvalorizando o questionamento do amigo, mordeu-o forte até achar o recheio. Logo após, ele olhou para o outro garoto e disse: “três vezes”.
Triste, ainda mais confuso do que antes e sem a resposta para sua dúvida, o garoto agradeceu ao amigo e saiu cabisbaixo e desconsolado”.
Eu quero comparar tal pirulito aos relacionamentos de namoro entre os adolescentes ou jovens. Diferente do que muitos cristãos pensam, o namoro pode ser um tempo de crescimento espiritual e de santidade, desde que seja bem aproveitado, dirigido pelo Espírito para que aconteça no tempo determinado por Deus e tenha como prioridade os princípios da Palavra. É preciso que haja santidade para um namoro ser um período de conhecimento que resultará em um casamento de sucesso.
O que é mais adequado, gastar todo um tempo desfrutando do que há de saboroso e benéfico em um tempo de satisfação e preparação ou ignorar tudo isto e ir direto ao “recheio”?
Esse “desfrutar” significa exatamente um tempo em que a prioridade nada mais é do que conversar acerca da Palavra de Deus, se conhecer, crescer espiritualmente, valorizando acima de tudo o que é bom e eterno.
É essencial dominar a carne e os hormônios, fugindo das impurezas, evitando alguns contatos corporais e carícias exageradas que, metaforicamente, significam as “mordidas” para apressar o alcance do “recheio”. Vença o mal com o bem, apegando-se ao bem (Rm. 12:9 e 21), ou seja, orando e se enchendo da Palavra de Deus.
Quando se pensar apenas em chegar ao “recheio”, nenhum casal resistirá muito tempo e acabará “mordendo” de maneira irresponsável e precipitada o “pirulito”.
O “recheio” que estou simbolizando, não é apenas a relação sexual em si. Sobre fornicação já sabemos que é pecado (At. 15:29) e que também é uma das formas de prostituição da carne (Gl. 6:5). Mas, ao falar do “recheio”, refiro-me também à intimidade física impura, desleal e aborrecível aos olhos do Senhor. Paulo a condena e a chama de abrasamento (I Co. 7:9). Abrasar vem de brasas, ou seja, estou falando daquele calor humano. Você deve suspeitar ou imaginar o que seja, não é verdade?
Saiba que, se a intenção de um casal num namoro, ou o que tem ocorrido com mais freqüência no mesmo, é a intimidade física, os toques imprudentes em partes do corpo que geram excitação e a paixão carnal, esse casal já está alcançando o recheio há muito tempo e isto é perigosíssimo. Isso porque eles roubaram de Deus o controle do relacionamento e o doaram a suas carnes.
Assim, sofrerão conseqüências terríveis não só no presente, mas que acarretarão traumas e prejuízos para o futuro.
O segundo garoto da história relatada no início foi impaciente porque não valorizou o processo de degustação do pirulito, não por não ser saboroso desfrutar aos poucos, mas simplesmente porque a sua prioridade e todas as suas expectativas estavam depositadas em alcançar o “recheio”.
Seus olhos, pensamentos e atenção não devem estar concentrados no “recheio”, mas apenas em desfrutar da forma certa, e em quanto tempo precisar, do sabor incomparável que há num relacionamento santo e agradável aos olhos do Senhor. Aprovem o que é excelente!
Há uma oração na Bíblia que Paulo fez pelos Filipenses e que eu o aconselho a fazer juntamente com a pessoa com a qual está compromissada, seja num namoro, noivado e até mesmo já num casamento:
“E também faço esta oração: Que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda percepção, para APROVARDES AS COISAS EXCELENTES e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a Glória e Louvor de Deus” (Filipenses 1.9-11).
Mas, caso você, durante aquele relacionamento, mesmo que ele esteja trazendo crescimento para você e seja puro diante de Deus, perceba que não quer, não pode e não combinaria casar com aquela pessoa, tenha a consciência de que você apenas errou o alvo. Conversem, orem e terminem o relacionamento.
Se for preciso encerrar um relacionamento de namoro, noivado ou até mesmo desmarcar um casamento por causa do seu testemunho interior direcionado por Deus, faça isto. Não tema, pois vale a pena obedecer e agradar ao Senhor!
Há nas igrejas, devido ao fato de ser corretamente pregado que namoro cristão deve resultar num casamento, um mal entendimento por causa dos ouvintes. Muitos jovens começam a namorar e sentem-se pressionados a levar aquele namoro até um casamento.
Não deixe o olhar crítico, a acusação e o falar das pessoas pressionarem você a continuar no relacionamento que você sabe que é um erro.
Mas depois, não cometa este erro novamente. Não seja precipitado. Seja guiado pelo testemunho interior e observe a pessoa, torne-se amigo e conheça até se tornar convicto de que ela combina com você, que ambos têm a aprovação de Deus para se relacionarem e que está no tempo certo porque você já tem uma estrutura espiritual, mental e até mesmo material para namorar e, futuramente, pensar em casamento.
Quem é Deus no seu namoro? Quem é Deus na área sentimental e sexual da sua vida? “Sejamos santos como ele É Santo em todos os nossos procedimentos” (I Pedro 1.15).
Fonte: Texto extraído do Portal Verbo da Vida.

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